Thursday, May 29, 2014

Vira-lata - to be or not to be

Ter complexo de vira-lata é ser só classe média revoltada. Eu entendo essa revolta. A distribuição de renda no Brasil melhorou os mais pobres ganham mais mas quem pagou o preço por essa melhora NÃO foram os mais ricos, MAS SIM a classe média.

O Brasil nunca teve tantos milionários e tão poucos pobres ao mesmo tempo. E quem perdeu nessa história foi a classe média pq agora empregada tá cara e ainda quer andar de avião com a gente....

O X da questão pra mim é o seguinte:

• A quinta maior nação da Terra. Nem um único prêmio Nobel foi atribuído a um brasileiro.
• Fórum Econômico Mundial classifica o Brasil - a sétima maior economia do mundo - entre os 35 piores sistemas de educação em todo o mundo.
• Brasil está entre os 20 países mais desiguais do mundo, com um coeficiente de Gini de 51,91
• 80 por cento dos empregos criados na última década, durante o boom econômico do Brasil eram posições de baixa qualificação, com alta rotatividade e salário só de US $ 320-330 por mês
• A questão racial ainda não foi resolvida, Ronaldo se acha branco e por isso acha que no Brasil não existe racismo. Isso é complexo de vira-lata.
• Aqui a vida é barata e as autoridades públicas - policiais e judiciais - não pode ser invocada para manter a paz ou administrar a justiça, muitos jovens do Brasil andam armados e pronto para usar suas armas. Além disso, em um mundo que constantemente retira-lhes a dignidade econômica e oferece-lhes pouco, a humilhação em público torna-se simplesmente intolerável.
É uma forma pejorativa de criticar aqueles nacionais que criticam o Brasil. De toda forma ela faz um certo sentido não como complexo mas sim como Consciência.

O complexo de vira-lata é diferente da consciência de Vira-lata. Eu tenho consciência que sou filho de uma terra vira-lata, periferia econômica e cultural do sistema político/cultural e econômico mundial.

Ter consciência de vira-lata é enfrentar a mediocridade do meu país enquando ter complexo é só reclamar sem lidar com o X da questão.

Vira-lata é o Estado-Nacional tupiniquim, órfão do colonizador Europeu que bota suas crianças tupis pra rebolar ao som da alemã Xuxa.
O país é Vira-lata é a terra da bunda siliconada, da morena do cabelo amarelo, do samba  blazé, do pau-brasil e do minério de ferro, nada mais que isso.

Isso não quer dizer que não exista um brasil profundo, que existam crianças que subam em jaboticabeiras em vez de assistir o Xou da Xuxa, onde as índias desfilam com seus belos cabelos negros lisos de fazer inveja as orientais de uma ilha tropical do pacífico, do samba leve e profundo, da agricultura sustentável quem não deixa nacionais passar fome....

Monday, May 26, 2014

Brasil, será que ele existe? Por Contardo Calligaris

Na semana passada, os PMs e os bombeiros de Pernambuco entraram em greve, pedindo aumento salarial e benefícios. Será que é certo que a polícia cruze os braços para promover suas reivindicações, por justas que sejam? Não sei, mas o que me interessa hoje é outra questão.
A greve durou apenas três dias e não envolveu a Polícia Civil, que continuou operando de modo normal. Mesmo assim, o "caos" reinou imediatamente. Houve um aumento brutal de assassinatos, roubos, saques e arrastões.
No Recife, as ruas ficaram vazias e as lojas fechadas, enquanto escolas da rede estadual e universidades desistiram dos turnos da noite. No terceiro dia, a Polícia Militar voltou ao trabalho, talvez mais impressionada pela onda de violência do que pela multa imposta às associações da categoria.
Estou convencido de que não há ordem possível sem polícia e sem patrulhamento. Mas sempre pensei assim: se a polícia sumisse das ruas, o caos se instalaria aos poucos.
Imaginava uma progressão lenta: 1) os muros se cobririam de tags, o som de quem acha graça seria cada vez mais alto, aumentaria o número dos que cospem e urinam na calçada, os edifícios vazios se tornariam refúgio para o tráfico de crack, na paisagem urbana se multiplicariam as janelas quebradas e os carros depenados; 2) dessa forma, vingaria em todos nós a sensação de que não há nenhum cuidado com o espaço público: ele se transformou numa terra de ninguém, na qual se trata de medir se os outros nos quais esbarramos são ou não mais fortes do que a gente; 3) no fim, a sociedade se dissolveria, deixando a cada um a tarefa de descobrir se ele consegue matar antes de ser morto.
O tempo necessário para chegar do 1 ao 3 representaria a força e a qualidade de uma sociedade. Não sou especialmente otimista quanto à solidez das sociedades humanas (três semanas para ir de 1 a 3 já me parece de bom tamanho), mas uma sociedade que se dissolvesse em tempo zero, assim que a polícia saísse das ruas, seria uma sociedade de qualidade zero.
Em tese, as regras de convivência não existem só pelo policiamento: a patrulha da PM não é a única razão pela qual não roubo, não assalto, não estupro e não mato. Esses interditos estão também dentro de mim e dentro dos outros cidadãos.
Como é possível que, a polícia abandonando a rua, esses interditos sejam imediatamente silenciados? Será que, no país no qual vivemos, as regras do convívio social são válidas unicamente enquanto dura a presença ostensiva da repressão?
Se assim fosse, o país poderia distribuir passaportes, recolher impostos e até garantir direitos básicos etc., mas, de qualquer forma, sua classe dirigente e sua burocracia administrativa só justificariam sua autoridade por uma violência, implícita ou explícita, ou seja, como se fossem um exército estrangeiro de ocupação. Esse país seria uma zona de conflito onde se enfrentam corporações, grupos e indivíduos, todos sem interesse algum pelo bem comum.
Um país em que a validade das regras de convivência fosse apenas efeito de policiamento ostensivo só existiria como expressão geográfica, porque ele não seria um país no espírito de seus supostos cidadãos. Se esse for o caso do Brasil, seria bom nos resignarmos a tomar as providências que cabem: por exemplo, se a legalidade não é nada sem a força, talvez seja certo aplaudir os que prendem bandidos aos postes e criar grupos de vigilantes.
Enfim, no dia 14 passado, na Folha, o ministro Rebelo encorajou os brasileiros a deixar de protestar contra a Copa, mostrar patriotismo e torcer pela seleção e pelo Brasil. Tudo bem, a seleção, a gente conhece, e podemos torcer por ela —mas o Brasil, será que ele existe?
Se uma sociedade se dissolve em menos de 24 horas porque sua polícia entra em greve, é que essa sociedade mal existia.
O problema da Copa não são as obras atrasadas, nem o que foi eventualmente roubado na sua construção. O fracasso da preparação da Copa não são os estádios, os hotéis e os metrôs inacabados: o fracasso é a sensação de que falta um país pelo qual torcer. É disso que se queixam as massas quando dizem que não querem a Copa.

Nota positiva. Houve famílias em Pernambuco que, na quinta-feira, procuraram devolver o que os filhos tinham roubado nos saques da véspera. Alguns choravam de humilhação. Não deveriam; eles são a razão que nos sobra para ter esperança: eles são nossa seleção

Friday, May 23, 2014

Os Banqueiros do Presidente



Em 1907, e o banqueiro dominante naquele momento era John Pierpont Morgan. Era, basicamente, o representante da City de Londres e da banqueirada britânica em Wall Street. Convocou J. P. Morgan para consertar a coisa: isso aconteceu em 1907, 22 anos antes docrash em 1929, onde o banco dele novamente estava no centro. Morgan com certeza representava interesses internacionais em relação aos financistas norte-americanos: era o mais poderoso, o mais internacional dos banqueiros norte-americanos, mas era também o mais profundamente preocupado com o crescimento do status dos EUA. Nos anos 1890s, um dos Morgans, J.S. Morgan ajudara a salvar financeiramente a City de Londres, quando nem o Banco da Inglaterra conseguiria fazê-lo. Quem mais se beneficiou do pânico de 1907 foi J. P. Morgan. Ele escolheu apoiar os bancos que de algum modo estavam associados a ele, fossem dirigidos por amigos, associados, relações pessoais suas, ou nos quais o próprio Morgan tivesse interesses financeiros.

O grande beneficiário foi, mesmo, Morgan; a coisa ajudou-o a ganhar confiança para movimentar o timão do barco do establishment, do que viria a ser o Federal Reserve, que se tornou O BANCO dos grandes bancos. Esses financistas, a nova liga do poder nos EUA, queria encontrar um meio para promover o que chamo de “a era do capitalismo financeiro”; eu é que chamo assim, não eles!

A ideia é que você hoje pode fabricar dinheiro de dinheiro, diferente de o dinheiro ser necessariamente conectado a interesses industriais, aço ou petróleo – embora os Rockefellers tenham feito quantidade considerável de dinheiro e continuem a fazer, com empresas como a Standard Oil Company e outras assemelhadas.

Mas eles, especialmente William Rockefeller, estavam procurando um jeito de fazer dinheiro e de tornar-se parte de um dos “fundos de dinheiro” os Morgan, os Aldrich e os Rockefellers, além de algumas outras famílias que naquele momento operavam os ‘fundos de dinheiro. Apenas que toda Wall Street estava criando o Fed

Nelson Aldrich, que, então, presidia a Comissão de Finanças do Senado dos EUA, onde permaneceu por dois anos, reunindo informação e viajando à Europa, onde esteve várias vezes para avaliar o quanto, do modo como operavam os bancos na Inglaterra e na França.

Esse era o ímpeto para criar o Fed – ter uma entidade consolidada que também criasse moeda e que pudesse apoiar os bancos e banqueiros em tempos de pânico. A opinião pública não estava politicamente envolvida de modo algum no modo como o Fed seria concebido, ok, mas a opinião pública não é necessariamente ouvida em todas as decisões de Washington ou de Wall Street; de fato, nunca é realmente ouvida no que tenha a ver com essas relações de poder.

O Fed foi pensado para proteger as maiores – não por acaso são também as mais poderosas, politicamente, socialmente e pessoalmente – instituições interconectadas nos EUA
É a culminação, hoje, de mais de um século de “operação”. Parte daquele “cofre” foi aberto e começa-se a conseguir ver os resultados.

Têm mais subsídios dados a eles pelo Federal Reserve do que jamais tiveram antes, em tempo algum. Os bancos dos EUA precisam do Fed porque, sem seus subsídios, já teriam falido várias vezes ao longo dos anos, e com certeza ao longo de anos recentes. Desde o início do Fed, os bancos e banqueiros, e o governo dos EUA, precisaram do Fed as filosofias dos membros da elite política e financeira dos EUA alinham-se, todas, a serviço do Fed.

É  útil ter uma entidade para manter os juros, mas isso não é precisamente o que o Fed faz, como seu principal “serviço”. O principal serviço do Fed é subsidiar um sistema bancário falido; com o Fed fantasiado de sistema regulatório dos bancos e protegendo a disponibilidade de crédito do país – sobre o qual, de fato, o Fed não tem poder algum. Essa é uma das mentiras sob cuja proteção o Fed foi criado, há cem anos.

O FED transformou-se em banco internacional de resgate de bancos. Assim, quando o Fed decide proteger os grandes bancos norte-americanos, tem de proteger também seus contrapartes que, dada a natureza globalizada de toda a finança, inclui bancos europeus, bancos asiáticos, inclui basicamente todas as contrapartes de todos os seis grandes bancos.

De fato, quando a guerra começou, e os EUA imediatamente apareceram financiando franceses e britânicos, foi por causa do empurrão que o país recebeu do Banco Morgan. E durante toda a guerra o mesmo Banco Morgan financiou ou dirigiu o financiamento de 75% de todo o dinheiro e de todos os investimentos privados que foram para o esforço norte-americano de guerra e para os aliados dos EUA.

O Tratado de Versailles foi benéfico para o big banking de Wall Street. Os banqueiros conseguiram empurrar o governo dos EUA a financiar algumas reestruturações na Europa, pelas quais os grandes bancos conseguiram “atropelar” vários negócios

No Crash de 1929 Não foi fator tão crucial como o Fed, hoje, a empurrar dinheiro barato para dentro de Wall Street. Mas foi um dos fatores. os movimentos do Fed podem ter exacerbado a intensidade da quebradeira, mas a grande causa, na realidade, foram as manobras dos grandes bancos.

O secretário do Tesouro naquele momento, Andrew Mellon, era, ele próprio, escroque  conhecido: milionário e industrialista, dirigia também um banco.ajudou durante a grande depressão foi a Lei Glass-Steagall separou as atividades de pura especulação e o dinheiro dos depositantes de Morgan para Rockefeller, que aconteceu durante e depois da IIª Guerra Mundial presidente do Chase e amigo de FDR, pressionou na direção de deixar de lado o Banco Morgan como financiador da guerra

Esses bancos, além do mais, tinham modelo diferente do Morgan Bank: esses bancos usam dinheiro de pessoas individuais no empuxo para a guerra e pediam às pessoas que abrissem contas em suas lojas e, simultaneamente, que comprassem bônus de guerra.Wall Street seria o “fator” que realmente decidiria quais os países que o Banco Mundial apoiaria.Seriam sempre países capitalistas e, em tempos de Guerra Fria, países capitalistas obtêm negócios melhores.Houve esse tipo de alinhamento mútuo quando os EUA decidiram ampliar o próprio status de superpotência, politicamente e financeiramente, depois da guerra.

O Banco Mundial e o FMI foram componentes, ou ferramentas, nessa ampliação. Banqueiros norte-americanos tão destacados passaram a advogar o fim do padrão ouro no final dos anos 1960s fim ao padrão ouro e à exigência de que o ouro operasse como lastro de transações, especulações ou expansões, então... ficaram liberados para todo um novo nível de expansão.

Por isso é que, hoje, preferem taxa de juros zero, dinheiro barato, desde que tenham menos barreiras a impedir a atividade deles. É parte do mesmo padrão e da mesma lógica de pôr fim ao padrão ouro: preferem o caminho menos controlado para a especulação. Expansão global dos bancos norte-americanos, que já havia começado depois das guerras, mas que acelerou muito depois que o padrão ouro foi eliminado.

Acha que o ouro terá futuro no sistema monetário os bancos norte-americanos, especificamente, têm poder demais Politicamente, por causa da aliança deles com o governo dos EUA; e financeiramente, porque podem alavancar muito capital barato sem qualquer lastro ouro. Batalha duríssima até que o ouro retorne como exigência presente que dê alguma base para controlar a especulação aliança político-financeira já constituída contra o ouro, nos EUA.

Um fator que sustentou o dólar norte-americano depois do início dos anos 1970s foi a evidência de que o petróleo só era vendido em dólares norte-americanos o dinheiro que saía em dólares dos lucros do petróleo no Oriente Médio reciclaram como empréstimos para países latino-americanos onde quiseram expandir-se.

A  revolução de 1979 no Irã e como foi causada em parte por ação “autista”, de extremo egoísmo, empreendida por David Rockefeller.Havia muita tensão em Washington em torno do relacionamento entre David Rockefeller e o Xá do Irã antes da crise iraniana um pagamento de juros do Banco Central do Irã O Banco Chase decidiu agir assim sem consultar os emprestadores daquele específico negócio declararam insolvente o banco iraniano.

o governo admite que esses grandes banqueiros e instituições sempre se safem, façam o que fizerem, e os subsidia ao ponto extremo que sabemos que faz. Esses bancos estão sendo artificialmente inflados, por causa de subsídios, não por causa de alguma lucratividade inerente que houvesse neles.

Os 4,2 trilhões de dólares de securities em seus livros, graças a um nível épico de compra de papéis, além de insistir em política de juros-zero já há seis anos, desde o início da crise de 2008 enquanto continuar a haver muita subsidiarização e transparência zero no sistema bancário, o poder financeiro dos EUA contra o mundo será mantido.

É modo péssimo de ter ou manter poder, mas acho que é o que se vê hoje e continuaremos a ver. o forte alinhamento entre iniciativas mais recentes de segurança nacional e a elite político-financeira

Cada vez mais concentração e consolidação nas mãos dos maiores bancos a concentração de muito poder e capitais gigantescos continua recuperação inventada sobre o lombo de taxas de juro zero e compra épica de papéis dos EUA e mais todas as outras ‘medidas’ que estão em andamento por baixo dos panos segredos por todos os lados, ganância, cobiça, ânsia de dinheiro e poder, mais e pior que qualquer ambição. E, simultaneamente, transparência zero
E vivo muito melhor hoje, do que antes, quando era banqueira. Vivo muito mais sossegada com minha própria consciência.


Depois, em All the Presidents’ Bankers, acompanhei a movimentação desses seis ‘grandes: hoje novamente são seis grandes bancos, como foram antes do crash de 1929. Seis bancos nos EUA controlavam praticamente todos os mercados financeiros, e não só de uma perspectiva de riqueza e poder: há também uma linha de política financeira que se pode traçar em torno de banqueiros e presidentes, naqueles anos, como hoje.

Século Euroasiático

El nacimiento de un siglo eurasiático

www.rebelion.org - original PEPE ESCOBAR

Después de expulsar a Rusia en marzo– de nuevo un Grupo de 7 o G7 nueva arquitectura global para reemplazar la que fue impuesta después de la Segunda Guerra Mundial y se consideran un potencial desafío al mundo excepcionalista y unipolar que Washington imagina para nuestro futuro.

Alemania depende de Rusia en un importante 30% de sus suministros de gas natural. El contracto 3.750 millones de pies cúbicos de gas natural licuado diarios al menos por 30 años, Es el equivalente de un cuarto de las masivas exportaciones de gas de Rusia a toda Europa.la demanda diaria de gas de China es de cerca de 16.000 millones. Rusia tambíen está a punto de vender docenas de cazas jet Sukhoi Su-35 de última generación a los chinos cuando Pekín y Moscú procedan a sellar una cooperación en el terreno de aviación e industria.

Sale el petrodólar, llega el "gas-o-yuan" - Junto a ella aparece la futura posibilidad de un impulso, dirigido de nuevo por China y Rusia, hacia una nueva moneda de reserva internacional –en realidad un canasto de monedas– que reemplace el dólar (por lo menos en los sueños optimistas de miembros de los BRICS). Gazprom incluso considera mercadear bonos en yuan como parte de la planificación financiera de su expansión. Bonos respaldados en yuanes ya se comercializan en Hong Kong, Singapur, Londres y más recientemente en Frankfurt Gazprom acumularía los yuanes y Rusia entonces compraría la miríada de bienes y servicios hechos en China en yuanes convertibles en rublos que se convertiría en una de las monedas de reserva de facto incluso antes de que sea totalmente convertible (Pekín trabaja extraoficialmente en un yuan totalmente convertible en 2018). Después de todo, no hay comparación entre energía suministrada a través de mares vigilados y controlados por la armada de EE.UU. y permanentes y estables rutas terrestres desde Siberia.

Se puede decir que la Fed está "monetizando" un 70% de la deuda del Gobierno de EE.UU. en un intento de impedir que las tasas de interés suban al cielo. El consejero del Pentágono Jim Rickards, así como todo banquero basado en Hong Kong, tiende a creer que la Fed está en quiebra (aunque no lo dirán oficialmente).El dólar involucrando un 33% de los valores en divisas extranjeras globales a finales de 2013, según el FMI.las reservas en “otras monedas” en los mercados emergentes han aumentado un 400% desde 2003. El gobierno de EE.UU., con 17,5 billones de dólares de deuda nacional, y suma y sigue, considera un enfrentamiento financiero con Rusia, el mayor productor global de energía e importante potencia nuclear, tal como también promueve un cerco militar económicamente insostenible alrededor de su mayor acreedor: China.Rusia tiene actualmente un considerable superávit comercial. Los gigantescos bancos chinos no tendrán problema alguno para ayudar a los bancos rusos si los fondos occidentales se agotan. Además se ´plantea un .oleoducto de 30.000 millones de dólares que se está planificando y que se extenderá de Rusia a India a través del noroeste de China

En 2014, es cuando un banco de desarrollo de los BRICS de 100.000 millones de dólares, anunciado en 2012, nazca oficialmente Así, BRICS involucra la creación de un sistema económico alternativo que incluye un canasto de monedas respaldadas en oro que dejaría de lado el actual sistema financiero global centrado en EE.UU.Los BRICS han estado trabajando conscientemente para convertirse en una antítesis del original G8. Esa alianza ya es un hecho en una variedad de maneras: mediante el grupo BRICS de potencias emergentes (Brasil, Rusia, India, China y Sudáfrica); en la Organización de Cooperación de Shanghái, el contrapeso asiático a la OTAN; dentro del G20 y a través del Movimiento de No Alineados (NAM) de 120 naciones.

Debería construirse una nueva “Ruta de la Seda económica” entre China y Europa, sobre la base del ferrocarril Chongqing-Xinjiang-Europa que ya va de China a Kazajistán, luego a través de Rusia, Bielorrusia, Polonia, y finalmente Alemania. Son 15 días en tren, 20 días menos que barcos de carga navegando desde el litoral oriental de China; Eso representaría el decisivo terremoto geopolítico en términos de integrar el crecimiento económico a través de Eurasia.


Hong Kong que el Bank of China ha estado utilizando una red SWIFT paralela para realizar todo tipo de comercio con Teherán, que sufre un duro régimen de sanciones estadounidenses.En los próximos años Pekín, Moscú, y Teherán se acercarán, lenta pero seguramente, creando un nuevo eje geopolítico en Eurasia. Washington esgrime Visa y Mastercard como armas en una creciente campaña al estilo de la Guerra Fría contra ella, Rusia se propone implementar un sistema alternativo de tarjetas de pago y crédito que no esté controlado por la industria financiera occidental. Un camino incluso más fácil sería adoptar un sistema de Unión de Pagos chino cuyas operaciones ya han superado a American Express en volumen global


Santo Grial de Moscú: una zona de libre comercio de Lisboa a Vladivostok que (no por casualidad) se refleja en el sueño chino de una nueva Ruta de la Seda a Alemania. Hay que recordar que una nueva fuerza crece en Eurasia y que la alianza estratégica china-rusa amenaza con dominar su región vital junto con grandes trechos de su parte interior.

Thursday, May 22, 2014

Descrever ou Analisar_STOP ACTING JUST THINK

Dentre ler noticias e observar o espírito do tempo fico com o segundo. A vida é uma só pra perder tempo com conteúdos capturados. Estamos numa Matrix simbólica hoje não existe mais esquerda ou direita pq o a direita venceu. É complicado falar de antagonismo num sistema que opera um totalitarismo simbólico que mitifica alegorias existenciais e subtrai do individuo a faculdade de pensar.

Vivemos num realidade capturada forjada num país que nunca foi fundado e por isso carrega um slogan positivista do Ordem e Progresso em sua bandeira. Talvez vc nunca entenda, mas se um dia quiser experimentar os limites dessa realidade e tomar a pílula como no Matrix para enxergar as estruturas doutrinantes que a mass-media coloca na nossa cabeça vai encontrar um grande abismo. E daí vai começar e entender que o problema na humanidade não é quem questiona o establishment mas como esse establishment constrói a narrativa do seu questionamento.

Considero o mito Fidel Castro como herói assim como o José Dirceu (eu sei que isso na nossa cultura é blasfêmia), eles estão mais para Mandela do que outras figuras de nossa pífia história republicana. É doloroso ver o Brasil como uma farsa, mas é simples ver o processo de transição da história seja no grito de independência ou morte do herdeiro do trono português ou no processo de transição fracassado dos Diretas Já que culminou na eleição colegiada dum Coronel Presidente a faixa presidencial na restauração “democrática”. Um coronel democrata, como isso é possível? Ou ele deixou de ser coronel ou não era democracia...Depois desse cara com ajudinha da grande mídia elegemos Collor outro coronel nordestino dessa vez de forma direta com ajudinha da globo (claro).

Vivemos no país da forma, a forma da ordem e do progresso, a forma da novela das 8 onde a empregada é uma feliz serviçal da família burguesa da zona sul do rio ou de Sampa. Não existe luta de classes mas só cordialidade. Essa é a forma patrimonialista cordial, num país com terras extensas que colonizador português gozava dos lucros do trabalho escravo enquanto o colono europeu/japonês/libanês enganado pelo colonizador português  teve que buscar e fundar o nome. Mesmo que seja Nova Holanda, Novo Hamburgo, Nova Friburgo, Nova Bréscia e por aí. O signo “novo” já é uma tentativa de fundação desmemoriada.

Por isso não temos nomes, nossos jogadores são Neimar, Paulo, Ronaldinho,  e não Sousa, Da Silva, Gontijo ou Assali. Nosso jogadores não tem sobrenome pq não tem passado, pq o passado injusto é para ser esquecido... Brasil é uma terra que foi prostituida pelo colonizador os filhos desse coito são os brasileiros que por terem uma mãe tão arregaçada preferem olhar para o futuro e buscar uma existência tranquila preferencialmente num condomínio fechado com segurança, pq é no espaço público, na rua, na senzala que se encontra nosso fracassado, nosso passado espoliado.


Vc nunca vai entender o país que vc vive demonizando quem tentou e de certa maneira fracassou em muda-lo. O fracasso do PT está em flertar com o PMDB e se sujar em nome de uma agenda pragmática de inserção social num país com uma história de desigualdade perversa. Mas ficar apontando para esse fracasso não resolve. Pois o fracasso é do país e de suas instituições que nunca foram verdadeiramente democráticas e portanto são capturadas oligarquias econômicas e absolutistas que se identificam no Estado mas sem se enxergar nos seus súditos.

Tuesday, May 20, 2014

: A semiótica da bandeira



No verde os nosso campos de soja!
Em amarelo nossas riquezas minerais!
No Azul o céu e mais recentemente o PRÉ-SAL!
E pra finalizar com chave de ouro o ritmo da evolução histórica:

ORDEM E PROGRESSO! Uma ode ao positivismo!

E viva as RESERVAS INTERNACIONAIS!

O PAU-BRASIL DE ONTEM FEZ O BRASIL DE HOJE
O MINÉRIO DE FERRO DE HOJE FARÁ OS FERRADOS DE AMANHÃ!

VIVA A PÁTRIA AMADA!

Temos que ser o país do futuro e sempre teremos que ser. Afinal de contas o mundo sempre vai estar comprando commodities...



Hino à Bandeira*

Letra de Olavo Bilac (1865-1918)
Música de Francisco Braga (1868-1945)
Apresentado pela 1ª vez em 9/11/1906

Salve, lindo pendão da esperança,
Salve, símbolo augusto da paz.
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz.

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.

Contemplando o teu vulto sagrado
Compreendemos o nosso dever,
E o Brasil por seus filhos amado,
Poderoso e feliz há de ser.

Sobre a imensa Nação brasileira
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre, sagrada bandeira
Pavilhão da justiça e do amor.




*Ideologia pode ser considerado um instrumento de dominação que age por meio de convencimento (persuasão ou dissuasão, mas não por meio da força física) de forma prescritiva, alienando a consciência humana.

Mas de qualquer Maneira viva o Pátria Mãe Gentil! Viva Viva!

Monday, May 19, 2014

The Great Beauty

Sensual overload of richness and strangeness and sadness

It is a pure sensual overload of richness and strangeness and sadness, a film sometimes on the point of swooning with dissolute languour, savouring its own ennui like a truffle.An ageing man-about-town at the centre of Rome's fashionable nightlife, elegant as a vampire. Jep's face is a mask of polite disenchantment, but often creasing into a grin of willed, cultivated pleasure. This is probably why the movie begins with the death of a Japanese tourist as he admires a panoramic view of the whole of Rome from the Janiculum, a hill west of the river Tiber. The city's beauty seems to imply and demand something he cannot resist. Jep's face is a mask of polite disenchantment, but often creasing into a grin of willed, cultivated pleasure is constantly looking for new ways to fulfil his life, as if the best part has already gone. He is not alone. His group of bourgeois friends, aged over 60, (some of whom are inspired by real writers, intellectuals and artists), resist by attending trashy parties; it's a generation incapable of growing up."it drags away with force the leftist anti-Berlusconi militant ideology which is blind and stupid". He is famous for his journalism, and for having written one promising novel in his 20s and nothing else, but more for knowing everyone who matters. The movie is his final Proustian passeggiata.


'A Grande Beleza': Vida agridoce de um "dandy" italiano

por Nuno Carvalho21 fevereiro 2014

"A Grande Beleza", de Paolo Sorrentino, é uma deambulação tragicómica pela vida (sobretudo interior) de um intelectual de meia-idade estacionado entre reminiscências e uma certa paralisia emocional. Nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro
Em As Consequências do Amor (2004), a segunda longa-metragem de Paolo Sorrentino, o protagonista, interpretado por Toni Servillo (tal como o de A Grande Beleza), dizia que a pior coisa que podia acontecer a um homem que passa muito tempo sozinho é perder a imaginação. Dez anos volvidos sobre esse filme, Paolo Sorrentino parece habitar um lugar menos solipsista, embora A Grande Beleza reforce a ideia de estarmos perante um autor individualista, melancólico, meditativo. Isto porque a personagem central do seu novo filme é um homem sexagenário que, apesar de abandonado pelas musas, tem uma vida interior abundante.
Esse homem é Jep Gambardella (Servillo), um jornalista que vemos celebrar o seu 65.º aniversário numa festa báquica no terraço de um edifício da cidade de Roma. Cansado da vida de frivolidade hedonista que leva, e depois de receber a notícia da morte do seu primeiro amor, Jep é acometido por memórias dos tempos em que era uma promessa literária (publicou aos vinte e tal anos um livro elogiado pela crítica) enquanto deambula pela vida (pelas ruas de Roma, em jantares e conversas com amigos, e pelo espetáculo elegante mas desiludido e entristecido da sua alma).
Jep é uma espécie de neo-dandy, um flâneur baudelariano do século XXI, um literato lânguido e um tanto ocioso para quem a preguiça é criativa. Ele é um bon vivant, alguém que aprecia a beleza, um esteta decadente, deambulando pelos seus devaneios, sonhos arruinados, ruínas de projetos falhados (que encontram nas ruínas do Coliseu, sobre o qual a varanda do seu apartamento permite uma panorâmica, um correlato do seu mundo interior, devastado pela erosão do tempo e da desilusão). A sua existência é uma tragicomédia, bem-humorada e palradora à superfície, mundana em contraste com o apelo metafísico da Cidade Eterna, mas escondendo a um nível mais profundo uma índole melancólica, dionisíaca, neurasténica. Como disse um crítico, ele quer viver, mas a própria ideia de vida é demasiado estreita para ele. Ele busca o sentimento do sublime, "as intratáveis e inconstantes pinceladas da beleza", como se só a vida imaginada, o idealizado, o delírio suave, a fantasia que mascara a fealdade e o horror da realidade, obscena condição cujo melhor antídoto é o sonho, a arte e o deleite estético, o satisfizessem.

Descrito como uma intersecção entre o hedonismo de A Doce Vida e a paralisia emocional de Oito e Meio, A Grande Beleza é um delírio felliniano sobre um novo decadente, imerso no tédio da existência moderna, e uma portentosa ode à capital de Itália (como o era Roma, de Fellini). E, como alguém notou também, uma resposta pós-moderna à interrogação de Federico Fellini: como podemos transformar o niilismo de uma praga existencial num modo de vida decente? Na sua indiferença atenta, o protagonista de A Grande Beleza é um humanista com um estranho sentimento espiritual da existência.