inessencial, pois a abundância de mercadorias consumidas no pós-guerra, ao massificar o consumo, não personaliza mais o indivíduo. Apenas ter um carro, uma máquina de lavar, televisão e notebook não distingue mais. Dessa forma, a diferenciação social ocorre não pela simples posse do objeto ( função objetiva), mas por meio da capacidade individual de manipulação dos significantes do objeto.
Wednesday, March 12, 2014
A personalização acontece não em relação à função “essencial” do objeto consumido, mas do
inessencial, pois a abundância de mercadorias consumidas no pós-guerra, ao massificar o consumo, não personaliza mais o indivíduo. Apenas ter um carro, uma máquina de lavar, televisão e notebook não distingue mais. Dessa forma, a diferenciação social ocorre não pela simples posse do objeto ( função objetiva), mas por meio da capacidade individual de manipulação dos significantes do objeto.
inessencial, pois a abundância de mercadorias consumidas no pós-guerra, ao massificar o consumo, não personaliza mais o indivíduo. Apenas ter um carro, uma máquina de lavar, televisão e notebook não distingue mais. Dessa forma, a diferenciação social ocorre não pela simples posse do objeto ( função objetiva), mas por meio da capacidade individual de manipulação dos significantes do objeto.
Baudrillard utiliza categorias da semiologia para compreender a lógica
do consumo na sociedade contemporânea, já que o objeto é um veículo material,
que contém uma linguagem de significações e hierarquizações sociais, além de ter
uma funcionalidade prática (valor de uso) e ser um intercâmbio econômico (valor
de troca) 15. É por meio da linguagem de significações do objeto que se
compreende os mecanismos de criação de necessidades no capitalismo
contemporâneo, pois as necessidades não se referem à funcionalidade prática,
mas principalmente à lógica social do consumo, que é a da diferenciação social.
do consumo na sociedade contemporânea, já que o objeto é um veículo material,
que contém uma linguagem de significações e hierarquizações sociais, além de ter
uma funcionalidade prática (valor de uso) e ser um intercâmbio econômico (valor
de troca) 15. É por meio da linguagem de significações do objeto que se
compreende os mecanismos de criação de necessidades no capitalismo
contemporâneo, pois as necessidades não se referem à funcionalidade prática,
mas principalmente à lógica social do consumo, que é a da diferenciação social.
“Fome é fome, mas a fome que se sacia com carne cozida, comida com
garfo e faca, é uma forme diversa da fome que se devora carne crua com
mão, unha e dente. Por essa razão, não é somente o objeto do consumo
que é produzido pela produção, mas também o modo de consumo, não
apenas objetiva, mas também subjetivamente”. (Karl Marx, Grundrisse,
p.47).
“Todos são iguais perante os objetos enquanto valor de uso, mas não
diante dos objetos enquanto signos e diferenças, que se encontram
profundamente hierarquizados”.(Jean Baudrillard, A sociedade de
consumo, p.110).
Estamos num ano eleitoral tal
como estávamos em 2002 ou em 1998. Não é difícil lembrar do cenário econômico:
Com a quebra da Rússia em set/1998 e as eleições em out/1998 o governo de FHC
para garantir sua reeleição segurou a âncora cambial para não correr o risco de
levar a eleição ao segundo turno, o resultado já sabemos, em jan/1999 a âncora
foi solta o tecnicamente Brasil quebrou e tivemos que bater nas portas do
FMI.
Já em 2002, após o apagão e com
índices de violência alarmantes, altíssimo desemprego e greves no serviço
público e com a Argentina quebrada o candidato Serra perdeu de forma
acachapante para o Lula no segundo turno. Agora, 12 anos depois, temos uma
crise nos emergentes, a Argentina continua vacilando, mas diversos indicadores
melhoraram muito graças ao boom dos emergentes combinada com os
programas sociais e a política de desenvolvimento produtivo liderada pelo BNDES
(que no passado financiava a velha oligarquia tupiniquim como o clãs mineiros
da Andrade Gutierrez ou clãs como os Jereissati na comprar da Telebrás).
Mas 12 anos não são suficientes
para superar as contradições de um país com mentalidade colonizada com uma
economia tão dependente das exportações commodities e com uma burguesia
letárgica combinada com uma aristocracia medieval (nas partes não industriais)
que só participam da política para dividir seus riscos com o Estado e mandar
seus lucros pra paraísos fiscais.
Se houve involução não devemos
culpar só o Estado, devemos pensar num conceito amplo, proponho o termo cunhado
pelo economista da Casa das Garças Edmar Bacha que nos anos 1980 cunhou o termo
Belíndia. Então, do
lado, Bélgica, tems o leviatã Tupiniquim com seu palco modernista e
atrasado, Brasilia, junto com burguesias do centro sul e algumas burguesias
latifundiárias do Centro-Oeste que graças a esse Estado tem Terra (a
propriedade das novas fronteiras agrícolas são facilmente questionáveis) e
Crédito (via BNDES ou resgaste de Bancos) para na forma dos oligopólios
nacionais (ANFAVEA, TELEFONICAS,FEBRABAN,
AMBEV, BRFOODS, CBD, GASOL e PAULOCTAVIO) vender produtos com mark-up elevado
combinado com altos impostos a um povo descendente de mamelucos e escravos,
ferrado por natureza, que graças a capilarização do crédito hoje faz um leasing
do almoço para comer a janta.
Por
piores que estejamos em termos absolutos já estivemos pior. Se colocarmos
nosso passado em perspectiva e observar que desde a época que o herdeiro da
metrópole gritou “independência ou morte” mediante generosa indenização em Sterling
Pounds dos lucros cessantes a Portugal, ou desde a época em que o bolo só
crescia para depois ser divido, ou da época em que o FMI e o Clube de Paris
ditavam nossa política econômica pelo NOSSO bem, constatamos que nosso presente
é fruto do passado assim como um cogumelo que nasce em bosta de vaca.
Portanto mesmo estando certa, a questionável Fitch direciona seu
relatórios àqueles que não trafegam pela senzala e não conseguem mensurar o
impacto que as políticas sociais deram a um povo que só assistia consumo por
que não tinha crédito nem trabalho. Acho que pros investidores e consumidores
sobretudo os das Classes A e B, acho que o país pode não ter mudado muito e
talvez tenha involuído, mas para aqueles que vendiam o almoço pra comer a
janta, hoje eles não precisam se alavancar tanto para ter o básico.
Qualquer forma de alienação de trabalho eh forma de
escravidão. O Brasil desenvolveu se sob essa lógica, onde o modo de produção
escravista prosperou não ha dinamismo econômico hoje. Eh por isso que SP se
desenvolveu mais, o espírito do paulista de trabalhador livre. Esse regime de
trabalho foi viabilizado pelo surgimento do espírito burgues em sp. a cidade de SP desenvolveu se em torno disso
oferecendo abrigo para as elites cafeeiros do interior vindo a se instalar na
capital e com ela todo suas riquezas que possibilitou o desenvolvimento da
industria financeira na cidade. Infelizmente, embora essa burguesa seja liberal
na economia,essa burguesia agrária,de mentalidade rural e não industrial
desenvolve um capitalismo a moda da casa grande e da sensata como dos estados
mais ao norte, ou seja: Liberal na economia e reacionária na política como
tentei mostrar na reportagem pela fsp da marcha familiar para a liberdade que
deu aval a ditadura militar no Brasil. reitero meu respeito a cidade mas não
posso deixar de observar esse caminho errático. O espírito burguês paulista eh
agrário e não industrial. Sua indústria só funciona se depender de estumulos
fiscais e protecionismo tarifários para que ela possa competir com o
capitalismo global. Para um maranhense eh muito melhor comprar um carro vindo
do México que do centro sul, portanto o trabalhador maranhense para converter
seu trabalho tem que trabalhar muito mais para coqnverter seu esforço em
produto oriundo de um estado dentro do Brasil do que fora. Então SP ganha como
Brasil que eh um mercado consumidor cativo.
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