Thursday, May 22, 2014

Descrever ou Analisar_STOP ACTING JUST THINK

Dentre ler noticias e observar o espírito do tempo fico com o segundo. A vida é uma só pra perder tempo com conteúdos capturados. Estamos numa Matrix simbólica hoje não existe mais esquerda ou direita pq o a direita venceu. É complicado falar de antagonismo num sistema que opera um totalitarismo simbólico que mitifica alegorias existenciais e subtrai do individuo a faculdade de pensar.

Vivemos num realidade capturada forjada num país que nunca foi fundado e por isso carrega um slogan positivista do Ordem e Progresso em sua bandeira. Talvez vc nunca entenda, mas se um dia quiser experimentar os limites dessa realidade e tomar a pílula como no Matrix para enxergar as estruturas doutrinantes que a mass-media coloca na nossa cabeça vai encontrar um grande abismo. E daí vai começar e entender que o problema na humanidade não é quem questiona o establishment mas como esse establishment constrói a narrativa do seu questionamento.

Considero o mito Fidel Castro como herói assim como o José Dirceu (eu sei que isso na nossa cultura é blasfêmia), eles estão mais para Mandela do que outras figuras de nossa pífia história republicana. É doloroso ver o Brasil como uma farsa, mas é simples ver o processo de transição da história seja no grito de independência ou morte do herdeiro do trono português ou no processo de transição fracassado dos Diretas Já que culminou na eleição colegiada dum Coronel Presidente a faixa presidencial na restauração “democrática”. Um coronel democrata, como isso é possível? Ou ele deixou de ser coronel ou não era democracia...Depois desse cara com ajudinha da grande mídia elegemos Collor outro coronel nordestino dessa vez de forma direta com ajudinha da globo (claro).

Vivemos no país da forma, a forma da ordem e do progresso, a forma da novela das 8 onde a empregada é uma feliz serviçal da família burguesa da zona sul do rio ou de Sampa. Não existe luta de classes mas só cordialidade. Essa é a forma patrimonialista cordial, num país com terras extensas que colonizador português gozava dos lucros do trabalho escravo enquanto o colono europeu/japonês/libanês enganado pelo colonizador português  teve que buscar e fundar o nome. Mesmo que seja Nova Holanda, Novo Hamburgo, Nova Friburgo, Nova Bréscia e por aí. O signo “novo” já é uma tentativa de fundação desmemoriada.

Por isso não temos nomes, nossos jogadores são Neimar, Paulo, Ronaldinho,  e não Sousa, Da Silva, Gontijo ou Assali. Nosso jogadores não tem sobrenome pq não tem passado, pq o passado injusto é para ser esquecido... Brasil é uma terra que foi prostituida pelo colonizador os filhos desse coito são os brasileiros que por terem uma mãe tão arregaçada preferem olhar para o futuro e buscar uma existência tranquila preferencialmente num condomínio fechado com segurança, pq é no espaço público, na rua, na senzala que se encontra nosso fracassado, nosso passado espoliado.


Vc nunca vai entender o país que vc vive demonizando quem tentou e de certa maneira fracassou em muda-lo. O fracasso do PT está em flertar com o PMDB e se sujar em nome de uma agenda pragmática de inserção social num país com uma história de desigualdade perversa. Mas ficar apontando para esse fracasso não resolve. Pois o fracasso é do país e de suas instituições que nunca foram verdadeiramente democráticas e portanto são capturadas oligarquias econômicas e absolutistas que se identificam no Estado mas sem se enxergar nos seus súditos.

Tuesday, May 20, 2014

: A semiótica da bandeira



No verde os nosso campos de soja!
Em amarelo nossas riquezas minerais!
No Azul o céu e mais recentemente o PRÉ-SAL!
E pra finalizar com chave de ouro o ritmo da evolução histórica:

ORDEM E PROGRESSO! Uma ode ao positivismo!

E viva as RESERVAS INTERNACIONAIS!

O PAU-BRASIL DE ONTEM FEZ O BRASIL DE HOJE
O MINÉRIO DE FERRO DE HOJE FARÁ OS FERRADOS DE AMANHÃ!

VIVA A PÁTRIA AMADA!

Temos que ser o país do futuro e sempre teremos que ser. Afinal de contas o mundo sempre vai estar comprando commodities...



Hino à Bandeira*

Letra de Olavo Bilac (1865-1918)
Música de Francisco Braga (1868-1945)
Apresentado pela 1ª vez em 9/11/1906

Salve, lindo pendão da esperança,
Salve, símbolo augusto da paz.
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz.

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.

Contemplando o teu vulto sagrado
Compreendemos o nosso dever,
E o Brasil por seus filhos amado,
Poderoso e feliz há de ser.

Sobre a imensa Nação brasileira
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre, sagrada bandeira
Pavilhão da justiça e do amor.




*Ideologia pode ser considerado um instrumento de dominação que age por meio de convencimento (persuasão ou dissuasão, mas não por meio da força física) de forma prescritiva, alienando a consciência humana.

Mas de qualquer Maneira viva o Pátria Mãe Gentil! Viva Viva!

Monday, May 19, 2014

The Great Beauty

Sensual overload of richness and strangeness and sadness

It is a pure sensual overload of richness and strangeness and sadness, a film sometimes on the point of swooning with dissolute languour, savouring its own ennui like a truffle.An ageing man-about-town at the centre of Rome's fashionable nightlife, elegant as a vampire. Jep's face is a mask of polite disenchantment, but often creasing into a grin of willed, cultivated pleasure. This is probably why the movie begins with the death of a Japanese tourist as he admires a panoramic view of the whole of Rome from the Janiculum, a hill west of the river Tiber. The city's beauty seems to imply and demand something he cannot resist. Jep's face is a mask of polite disenchantment, but often creasing into a grin of willed, cultivated pleasure is constantly looking for new ways to fulfil his life, as if the best part has already gone. He is not alone. His group of bourgeois friends, aged over 60, (some of whom are inspired by real writers, intellectuals and artists), resist by attending trashy parties; it's a generation incapable of growing up."it drags away with force the leftist anti-Berlusconi militant ideology which is blind and stupid". He is famous for his journalism, and for having written one promising novel in his 20s and nothing else, but more for knowing everyone who matters. The movie is his final Proustian passeggiata.


'A Grande Beleza': Vida agridoce de um "dandy" italiano

por Nuno Carvalho21 fevereiro 2014

"A Grande Beleza", de Paolo Sorrentino, é uma deambulação tragicómica pela vida (sobretudo interior) de um intelectual de meia-idade estacionado entre reminiscências e uma certa paralisia emocional. Nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro
Em As Consequências do Amor (2004), a segunda longa-metragem de Paolo Sorrentino, o protagonista, interpretado por Toni Servillo (tal como o de A Grande Beleza), dizia que a pior coisa que podia acontecer a um homem que passa muito tempo sozinho é perder a imaginação. Dez anos volvidos sobre esse filme, Paolo Sorrentino parece habitar um lugar menos solipsista, embora A Grande Beleza reforce a ideia de estarmos perante um autor individualista, melancólico, meditativo. Isto porque a personagem central do seu novo filme é um homem sexagenário que, apesar de abandonado pelas musas, tem uma vida interior abundante.
Esse homem é Jep Gambardella (Servillo), um jornalista que vemos celebrar o seu 65.º aniversário numa festa báquica no terraço de um edifício da cidade de Roma. Cansado da vida de frivolidade hedonista que leva, e depois de receber a notícia da morte do seu primeiro amor, Jep é acometido por memórias dos tempos em que era uma promessa literária (publicou aos vinte e tal anos um livro elogiado pela crítica) enquanto deambula pela vida (pelas ruas de Roma, em jantares e conversas com amigos, e pelo espetáculo elegante mas desiludido e entristecido da sua alma).
Jep é uma espécie de neo-dandy, um flâneur baudelariano do século XXI, um literato lânguido e um tanto ocioso para quem a preguiça é criativa. Ele é um bon vivant, alguém que aprecia a beleza, um esteta decadente, deambulando pelos seus devaneios, sonhos arruinados, ruínas de projetos falhados (que encontram nas ruínas do Coliseu, sobre o qual a varanda do seu apartamento permite uma panorâmica, um correlato do seu mundo interior, devastado pela erosão do tempo e da desilusão). A sua existência é uma tragicomédia, bem-humorada e palradora à superfície, mundana em contraste com o apelo metafísico da Cidade Eterna, mas escondendo a um nível mais profundo uma índole melancólica, dionisíaca, neurasténica. Como disse um crítico, ele quer viver, mas a própria ideia de vida é demasiado estreita para ele. Ele busca o sentimento do sublime, "as intratáveis e inconstantes pinceladas da beleza", como se só a vida imaginada, o idealizado, o delírio suave, a fantasia que mascara a fealdade e o horror da realidade, obscena condição cujo melhor antídoto é o sonho, a arte e o deleite estético, o satisfizessem.

Descrito como uma intersecção entre o hedonismo de A Doce Vida e a paralisia emocional de Oito e Meio, A Grande Beleza é um delírio felliniano sobre um novo decadente, imerso no tédio da existência moderna, e uma portentosa ode à capital de Itália (como o era Roma, de Fellini). E, como alguém notou também, uma resposta pós-moderna à interrogação de Federico Fellini: como podemos transformar o niilismo de uma praga existencial num modo de vida decente? Na sua indiferença atenta, o protagonista de A Grande Beleza é um humanista com um estranho sentimento espiritual da existência.

Saturday, May 17, 2014

jornada de viagem

Viajar é útil,
exerce a imaginação.

2
00:00:49,067 -> 00:00:51,023
Todo o resto
é decepção e fadiga.

3
00:00:51,147 -> 00:00:53,786
Nossa jornada é inteiramente imaginário.
Que é a sua força.

4
00:00:53,907 -> 00:00:55,659
Vai de vida para a morte.

5
00:00:55,787 -> 00:00:58,062
Pessoas, animais, cidades, coisas,
todos são imaginadas.

6
00:00:58,187 -> 00:00:59,506
É um romance,
apenas uma narrativa fictícia.

7
00:00:59,627 -> 00:01:02,346
Littré diz isso, e ele nunca está errado.
E, além disso, qualquer pessoa pode fazer tanto.

8
00:01:02,467 -> 00:01:05,300
Você apenas tem que fechar os olhos.
É por outro lado de vida.

9
00:01:05,427 -> 00:01:07,577
Louis-Ferdinand Celine
Viagem ao Fim da Noite

Mujica

A humanidade sacrificou os deuses imateriais e ocupou o templo com o “deus mercado, que organiza a economia, a vida e financia a aparência de felicidade. Parece que nascemos só para consumir e consumir. E quando não podemos, carregamos a frustração, a pobreza, a autoexclusão

Friday, May 16, 2014

Piketty o RockStar

“O mundo vai na direção de um capitalismo patrimonialista, com acumulação de renda ininterrupta enquanto persistir uma taxa de retorno financeiro bem mais alta do que o crescimento da economia.”


·         Nos últimos 30 anos, os patrimônios mais elevados cresceram três vezes mais rápido que o tamanho da economia mundial. É uma enorme concentração de capital. E pode chegar a um nível tão mais elevado, comparado a hoje, que será ameaçador para o funcionamento das instituições democráticas.

·         Piketty desmonta a tese de que o mundo desenvolvido vive numa meritocracia, um sistema em que desigualdades ocorrem num contexto de prevalência da seleção por mérito e dedicação ao trabalho, mais do que por influência de fatores relacionados a filiação e renda.

·         O mundo vai na direção de um capitalismo patrimonialista, com acumulação de renda ininterrupta enquanto persistir uma taxa de retorno financeiro bem ais alta do que o crescimento da economia.
·         Nos emergentes os rendimentos mais altos vão continuar obtendo uma parte desproporcional do crescimento da produção, mas enquanto continuarem crescendo bem pode-se atenuar o aumento da desigualdade

·         Os EUA não queriam ser desiguais como a velha Europa. E criaram nos anos 1920-30 o imposto progressivo sobre os altos rendimentos e sobre a herança, com um vigor fortíssimo. Entre 1930 e 1980, a taxação superior sobre renda nos EUA era de 82%.


·         Certos paises emergentes aceitam um nível de inflação, o que tem pelo menos o mérito de reduzir mecanicamente a dívida pública. Mas é claro que com inflação e, ao mesmo tempo, taxa de juro alta, tampouco se resolve.

Dona Flor e seus dois Maridos

Para um cidadão com um mínimo de inteligência é um desperdício ficar malhando o PT, que convenhamos virou a Maria Madalena da política tupiniquim.  Na verdade a Maria Madelena essa meretriz injustaçada não é o PT mas sim o Brasil. O Paú-Brasil pelo qual nossos índios trocavam por espelhinhos de ontem é o PAIS BRASIL de hoje, o Minério-de-Ferro que trocamos por Smartphones hoje é o PAIS FERRO de amanha.

Essa é a dinâmica de um país que tem suas riquezas naturais desenhadas na bandeira prontas para serem commoditizadas e exportadas em troca de algum produto com mais tecnologia embutida. Um dia a putinha Brasil terá que aposentar pois seus seios fartos e sua deliciosa bucetinha estarão tão arregaçados por uma elite que inventou uma democracia sem povo e assim forjou um país desigual, violento e caótico. Essa pobre putinha precisa de cuidado pois há mais de 500 anos ela vem sendo fodida sem dó...

Tanto o PT quanto o PSDB tem o mesmo objetivo governar um Estado institucionalmente falido que é o Brasil. Essa falência pode ser justificada pela história. Mas em respeito a sua paciência vou ser sucinto. O Brasil nunca foi uma nação promissora, escolheram vir aqueles que não encontraram um lugar no navio para América de verdade onde as oportunidades eram amplas e em nome do industrialismo a escravocracia havia sido derrotada. Assim, vieram pra cá primeiramente aventureiros portugueses em busca de ganhos fáceis com vastas terras trabalhadas por escravos africanos. Depois com a pressão dos países industrializados para banir a escravidão começou-se a importar o excedente de mão-de-obra de países que iniciavam sua revolução industrial como Italia, Alemanha, Japao e Espanha. Esses trabalhadores vieram para trabalhar como lavradores num regime que misturava práticas servis com capitalismo num momento em que ainda existia escravidão. Dessa forma foi se desenvolvendo a vocação agrária do Brasil. Essa vocação agrária e latifundiária foi sacramentada ainda 1850 com a chamada Lei de Terras que congelou a situação fundiária do país limitando as possibilidades dos lavradores europeus recém chegados.

Assim, nunca houve um desenvolvimento de uma burguesia verdadeiramente industrial já que não se fazendo uma reforma agrária e contando com uma mão de obra escrava não havia razão para os detentores de poupança excedente se arriscarem e investirem em máquinas. O Brasil foi só se desenvolver industrialmente por mera necessidade de substituir importações durante a segunda grande guerra no Estado Novo.

Velhos detentores da riqueza querem manter o Brasil como o agricultor. O laranjeiro multimilionário Cutrale não tem interesse que o país substitua sua matriz econômica agrária ele bem como os banqueiros bilionários não tem incentivo algum sob o ponto de vista de eficiência marginal de capital/custo de oportunidade em investir seus capitais ociosos em capitais produtivos. Pilantras como os Odebrechts de hoje em dia, ou os Camargos Correias, na época de Geisel, ou Mendes Junior na época de JK são empreenteiros ligados a um grupo político comprometido a construir uma infraestrutura de país e não apenas produzir bananas e importar espelhinhos do exterior.

É isso temos que escolher entre elites formigas que constroem formigueiros ou cigarras que ficam assobiando. Essa é vantagem do PT, pelo fato de ser populista, o PT não ignora a India sob a perspectiva da bélgica. A política de investimento estrutural é muito mais condizente com uma estratégia de formiga do que de cigarra. O Brasil belga quer ser cigarra mas para resgatarmos nossa índia com seu exercíto de miseráveis decendentes de índios, escravos e imigrantes desafortunados temos que fazer o trabalho de formiga. Só que infelizmente, pra arrumar de verdade esse formigueiro só com a mudanças PROFUNDAS nas instituições.

Essa é a diferença Sasaki. Infelizmente, embora exista evidencias que o PT ainda é mais probo que o PSDB o debate contra a corrupção não entra em pauta, a política brasileira é um arranjo fracassado de um país que finge ser uma bélgica embora pareçamos mais com a India. Enquanto mentirmos para nós mesmos que somos um país do futuro sem nos educar no presente continuaremos nos autoiludindo e achando que a política é pra pessoas segurando uma vassourinha, como se acabar com a corrupção fosse possível antes de acabar com a desigualdade e a deseducação do povo.