Wednesday, May 14, 2014

Pierre Salama: Boa fase do mercado de trabalho ficou no passado, diz economista

Por Vanessa Jurgenfeld
Professor da Universidade Paris 13 e pesquisador das economias latino-americanas, o francês Pierre Salama acredita que o aumento da financeirização da economia brasileira levará a uma maior precarização no mercado de trabalho e a uma tendência de redução da taxa de crescimento dos salários. A boa fase do mercado de trabalho doméstico, segundo ele, já dá sinais de que acabou.
Autor de livros publicados no país como "O Desafio das Desigualdades", Salama esteve no Brasil há poucos dias para debater o mercado de trabalho mundial, e especificamente o mercado de trabalho brasileiro. Ele participou de evento na União Geral dos Trabalhadores (UGT) e deu uma palestra na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Salama entende que o fato de as grandes empresas cada vez mais estarem voltadas a fornecer ganhos aos seus acionistas do mercado financeiro, de forma que destinam uma parcela crescente de seus lucros para pagamentos de dividendos, ocorre em detrimento da aplicação do lucro em investimentos em capital produtivo. Esse processo de financeirização, segundo ele, está por trás do baixo nível de investimentos industriais em economias como a brasileira e também é pano de fundo para a falta de melhoria na produtividade industrial. Segundo Salama, se não há investimentos produtivos e nem preocupações significativas com avanços tecnológicos para ganhos de competitividade, a saída buscada pelas empresas para melhorar sua situação acaba sendo, em última instância, em cima da precarização do trabalho e na pressão sobre os salários, algo que ele já vê ocorrendo na França.
Segundo ele, a evolução de 2009 para cá no pagamento de dividendos mundial é grande e muito mais frequentemente as empresas tomam decisão de aumentar os dividendos. "Hoje, você pode ter aumento de lucro e aumento de dividendo distribuído; uma queda do lucro e um crescimento dos dividendos; e uma alta no lucro e uma queda dos investimentos", destacou.
O economista vai publicar em 2015 no Brasil, pela editora Unesp, o livro "As economias emergentes latino-americanas: entre cigarras e formigas". O título é uma metáfora de uma fábula de Jean de La Fontaine, no qual as cigarras gostam de dançar, as formigas, de trabalhar. Na sua avaliação, o Brasil estaria entre esses dois "mundos": uma economia bastante rentista (os aspectos das cigarras), mas que tem também possibilidade maior do que tinha nos anos 1990 de obter um taxa de crescimento um pouco mais forte. Mas ele mesmo diz que talvez, quando escreveu a edição em francês (publicada em 2012), estivesse otimista demais porque hoje acredita que o Brasil está frente a um enfraquecimento do seu crescimento.
Para Salama, o país está perto de entrar em um processo que ele chama de "financeirização perversa", parecido ao que está em vigor em diversos países centrais. Isso alteraria o cenário dos últimos oito anos, quando, segundo ele, o país chegou a viver uma "financeirização feliz", porque ao mesmo tempo que a preponderância das finanças avançava sobre as operações das corporações, ainda conseguia melhorar os ganhos reais dos salários no país e havia uma diminuição da taxa de desemprego. Mas esse período passou, afirma.
A seguir, confira trechos da entrevista concedida ao Valor:
Valor: O sr tem dito que o aumento da financeirização leva a uma aceleração da precarização no mercado de trabalho em várias economias do globo. O sr. pode explicar melhor essa relação?
Pierre Salama: Estou certo disso. A financeirização perversa, como a que existe hoje na França e em muitos outros países, especialmente nos países centrais, implica em um aumento mais fraco do salário, aumento da rotatividade, e da flexibilização da jornada de trabalho. A onda negativa sobre o mercado trabalho resulta do peso mais forte do poder dos acionistas.
"Financeirização significa que hoje se paga mais dividendos aos acionistas das empresas em prejuízo do investimento"
Valor: Mas o sr comentou recentemente que aqui no Brasil o processo de financeirização da economia seria por enquanto um "processo feliz". O que o sr quis dizer com isso?
Salama: O uso do termo 'financeirização feliz' foi uma provocação. Quis dizer que, ao contrário do que se passa nos países avançados, a financeirização não veio acompanhada no Brasil por enquanto de taxa de desemprego bastante alta nem de redução de salários. Aqui nos últimos anos, oito anos mais ou menos, o aumento da financeirização veio acompanhado de crescimento dos salários e de uma taxa de emprego alta. É o contrário do que se passa na França hoje e em outros países da Europa. Aparentemente, aqui no Brasil estamos frente a uma 'financeirização feliz'. Mas isso pode se transformar em uma espécie de miragem.
Valor: Por que uma miragem?
Salama: A financeirização aqui se parece com um tigre de papel, mas o problema é saber se esse tigre de papel tem ou não dentes atômicos e eu acho que ele tem. No último ano, pudemos ver os primeiros efeitos negativos da financeirização, com um enfraquecimento da taxa de crescimento do PIB e do salário etc. Isso, na verdade, começou a ocorrer há cerca de um ano no Brasil. A época feliz do salário e do mercado de trabalho de maneira geral chegou num limite e está acabada no Brasil. O Brasil entra agora num processo de circulo vicioso que implica hoje mudar de modelo e não fazer como se isso não fosse nada. É preciso ter uma retomada da taxa de crescimento, aumento dos investimentos em saúde e educação. Isso passa por uma postura contra a financeirização. O Brasil deve aprender o que foi e o que é a financeirização nos países avançados.
Valor: O Sr. poderia indicar quais elementos o levam a crer que esse limite no mercado de trabalho tenha sido de fato atingido?
Salama: O país está às vésperas de medidas de austeridade, você verá isso depois das eleições. E isso significa que a política favorável aos salários encontra limites. O "gap" entre consumo de bens e produção é cada dia mais importante e só as importações de bens permitem fechar esta brecha. O saldo da balança comercial é quase negativo. O saldo do balanço de transações correntes é muito negativo. A situação é difícil porque a única maneira de superar os problemas é a entrada de capitais, vale dizer mantendo uma taxa de câmbio apreciada, vale dizer favorecendo ainda mais a desindustrialização (salvo se a produtividade aumentar), o que significa um aumento da taxa de desemprego e que o aumento dos salários será mais fraco. Então, o Brasil está perto da financeirização infeliz como temos na Europa.
Valor: O momento é bem mais difícil?
Salama: Sim, você pode ver que há um enfraquecimento bastante forte da taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e da taxa de aumento dos salários. A balança comercial hoje tem muitos problemas, especialmente a balança comercial industrial, que está completamente em déficit. Agora, o país depende ainda mais de entrada de capitais. É uma situação de bastante vulnerabilidade. Há pouco tempo, a sorte do Brasil era que o preço de matérias-primas havia subido e também os volumes cresceram nos últimos anos. Isso permitiu que o problema de balança comercial fosse resolvido por algum tempo. Em lugar de déficit, houve um excedente comercial bastante forte. Isso permitiu que a questão da desindustrialização do país - uma realidade para a indústria de transformação - e a capacidade de o industrial responder à demanda não fosse um problema grave na medida que se podia comprar bens importados. Mas hoje não é mais assim.
Valor: Há então alguns equívocos na política econômica recente do governo brasileiro, ao não dar prioridade para a indústria?
Salama: Acho que se fala muito e se faz pouco no Brasil. A política do governo é uma política pendular. Um dia se favorece uma coisa e noutro dia se favorece uma coisa completamente contrária. Basta olhar o nível da taxa de câmbio - apreciada ou não apreciada - e da taxa de juro, um dia vamos baixá-la, noutro vamos aumentá-la na perspectiva do combate à inflação. Não me parece uma política coerente.
Valor: O sr. está se referindo ao governo Dilma Rousseff?
Salama: Sim, aos dois últimos anos do governo Dilma. O país deve ter taxa de câmbio mais depreciada e taxa de juros muito menos alta. E deve haver um esforço do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para favorecer alguns setores industriais. Se você favorece setores com uma taxa de juros menos alta, você faz uma aposta contra o sistema financeiro. Isso [a relação com o sistema financeiro] explica a questão pendulária que se vive hoje.
Valor: O sr comentou que o país deveria adotar uma postura contra a ampliação da financeirização da economia brasileira, qual deveria ser essa postura?
Salama: Deveria adotar postura contra a financeirização e contra a primarização excessiva. Isso não quer dizer que sou contra as finanças, no sentido da concessão do crédito para desenvolver a economia. Eu sou absolutamente contra a financeirização, porque ela significa que hoje se paga mais e mais juros e dividendos para os acionistas das empresas, de forma que há um peso cada vez mais forte dos acionistas do mercado financeiro na empresa. Esse é um processo que se faz em prejuízo dos investimentos no setor produtivo. Isso explica os efeitos indiretos sobre a primarização da economia e sobre a desindustrialização precoce. A única maneira de sair de tudo isso é limitar a financeirização. Isso implica uma mudança bastante grande em nível de controle de capitais e também em nível de sistema tributário, para que o capital pague mais imposto do que hoje paga. Isso poderia limitar a importância dos acionistas.
Valor: Falta apoio ao setor industrial no Brasil, o que deveria ser feito, na sua opinião?
Salama: Não sou contra o país se aproveitar da existência de recursos naturais, mas não sou favorável a isso a partir do momento que esse processo ocorre contra a industrialização, por meio de uma taxa de câmbio apreciada. O que quer dizer é que de uma certa maneira seria muito bom que o Brasil descobrisse como usar matérias-primas para favorecer sua própria indústria e não para combatê-la. Isso seria importante para o país não sofrer a doença holandesa. O país terá que fazer duas coisas. A primeira é uma política industrial estratégica. E felizmente existe um banco de desenvolvimento bastante forte no país que se chama BNDES, coisa que não existe em vários outros países, e ele poderia favorecer uma política industrial mais agressiva por parte do Estado. E a segunda coisa é que o dinheiro que vem da primarização da economia deveria ser usado para preparar o futuro e não para favorecer políticas sociais. Essas deveriam ser favorecidas por uma mudança no sistema tributário. O dinheiro de exportação de matérias-primas deveria ser usado para favorecer os esforços de pesquisa para o futuro. O esforço aqui no Brasil para isso é quase nada. Fala-se muito em pesquisa, mas só 1% do PIB do Brasil vai para pesquisa. Em países como Coreia do Sul isso representa quase 4% do PIB, na França é 2,4% e é insuficiente.
"Sou otimista com o Mercosul. A integração latina é a única maneira de resistir à China, senão Golias vai comer Davi"
Valor: Essa preferência de pagamento de dividendos com o lucro das empresas em detrimento de usar esses recursos do lucro para novos investimentos explica, na sua opinião, a baixa taxa de investimento em economias como o Brasil nos últimos anos?
Salama: Esses 18% de taxa de investimento em relação ao PIB como ocorre atualmente no Brasil é quase nada. Na China, isso é bem mais alto, entre 45% e 48%. E todos os países que tiveram uma decolagem, durante a sua época de decolagem [em inglês, catch up], como a Coreia do Sul, era entre 30% e 35%.
Valor: Quais os riscos dessa balança mais favorável para a remessa de lucros como dividendos persistir no longo prazo em detrimento dos investimentos?
Salama: Os riscos são a desindustrialização precoce. A taxa de câmbio muito apreciada [devido à entrada maciça mais recente de investimento de portfólio] mais a política em favor da distribuição dos dividendos não deixam muitos recursos aos investimentos e favorecem políticas de curto prazo. Vou te dar um dado. Se eu me lembro bem, no ano passado o pagamento de dividendos e lucros repatriados da parte das firmas multinacionais no Brasil foi de US$ 32 bilhões. Isso representa uma quantia muito grande. Os dados são muito mais elevados do que diz a lei, que diz que 25% dos lucros podem ser transformados em dividendos e lucros repatriados. Isso deve ser 50% no Brasil, o que implica que não há dinheiro para investir.
Valor: Com esse foco em pagar dividendos, na sua interpretação há um comprometimento do investimento das empresas especialmente em tecnologia e isso prejudica a competitividade e faz uma pressão negativa sobre os salários?
Salama: A produtividade média é bastante baixa no Brasil. Em setores como automobilístico e no de aeronaves, com a Embraer, a produtividade é alta, mas nos demais não. Se você não tem uma melhora no nível da produtividade em geral porque você não tem uma taxa de investimento importante, a única maneira de obter melhor competitividade é favorecendo a queda do salário direto e indireto - por piora na saúde e da aposentadoria dos trabalhadores [com redução dessas políticas].
Valor: Como pesquisador dos países latinos, como o sr analisa o conflito atual entre Brasil e Argentina, na questão do bloqueio na exportação de manufaturados brasileiros para a Argentina?

Salama: Sou otimista com a Argentina. Quantas vezes o Mercosul devia explodir e não explodiu? Como quando houve uma hiperinflação no Brasil no início dos anos 1990 e não na Argentina. A história da integração latina é uma história de disputa. Não é a primeira vez que esse tipo de problema existe. Não digo que deveria explodir. E nem que este não é um problema importante. Mas, se fosse explodir, isso já teria ocorrido antes. O fato é que, se o Mercosul não existir mais, será pior. Sou a favor da integração desses países. Deve existir não só integração comercial, mas também integração política. É preciso mais coordenação, um centro de decisão que seja mais ou menos independente da parte do governo. Como resistir à China? A integração latina é a única maneira de resistir à China, senão Golias vai comer Davi.

Tuesday, May 13, 2014

A Casa &Amp; A Rua: EspaçO, Cidadania, Mulher E Morte No BrasilA Casa &Amp; A Rua: EspaçO, Cidadania, Mulher E Morte No Brasil by Roberto DaMatta
My rating: 3 of 5 stars

Um bom trabalho do sucessor de Gilberto Freyre no pensamento conservador a respeito da identidade brasileira: desigual e com a possibilidade de igual. Otimismo da história dos vencedores, a desigualdade, a fraqueza institucional são tratados mais como fatalidades do que como produtos de processo histórico marcado pela exploração passiva-agressiva da cordialidade cínica. Uma obra curta e bem escrita, vale a pena a leitura desde ciente do tecnicismo por meio do qual Da Matta tenta se distanciar das questões mais polêmicas a respeito da evolução institucional tupiniquim.


A casa e a rua refletem as ambigüidades da sociedade brasileira, são diferentes conjuntos de valores cuja abrangência pode variar muito em função de seu referencial. A casa é o espaço da compreensão, do diálogo, da individualidade. A rua é o espaço da impessoalidade, do isolamento quando propõe a sociedade brasileira (entre outras sociedades ibero-americanas) como uma SOCIEDADE RELACIONAL
as ações dos indivíduos variam em função das amizades, dos contatos que se tem. O exercício da cidadania até existe, mas num âmbito muito mais individualista do que cidadão de fato, refletindo mais uma vez o anseio do brasileiro por transportar os valores da casa para a rua, de ser entendido como indivíduo.Tomando como referência algumas obras de Jorge Amado, principalmente Dona Flor e seus dois maridos, o autor trata da dualidade brasileira, do lado festeiro e do lado racional, da liberdade e da legalidade de nossos atos, da casa e da rua – e a mulher como peça de ligação e intermediadora destes dois extremos.
o Brasil não é nem o país do Carnaval, nem a pátria do ‘homem cordial’, nem o território da violência. Também não é a sociedade feita inteiramente de feudalismo e desordens admnistrativas. O Brasil é o país do Carnaval e é também e simultaneamente a sociedade do ‘sério’, do ‘legal’, das comemorações cívicas e das leis que têm exceções para os bem-nascidos e relacionados. Tudo indica que fazemos como fez Dona Flor, buscando juntar sistematicamente esses pólos
Por não estar mais sujeito aos valores éticos e morais que regem o nosso mundo, o morto adquire um novo status, em que seus pecados parecem ser subitamente absolvidos aos olhos daqueles que o conheceram vida. É possível que se faça uma discussão acerca da desvalorização por parte da sociedade brasileira dos espaços públicos, bem como do significado profundo que o lar adquire para essa sociedade.



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Sunday, May 11, 2014

Jesus Morreu e ele nao esta dentro da gente ainda bem!

. E claro que, como Nietzsche, o mais célebre dos assassinos de Deus, ele acabou na loucura. Mas é um risco que se corre e, diante desses fins trágicos, a propensão essencial do espírito absurdo é a de perguntar: "O que é que isso prova?"

Da contemplacao a acao

Os conquistadores sabem que a ação, em si, é inútil. Só existe uma ação útil: a que restaura o homem e a terra. Eu não vou nunca restaurar os homens. Mas é preciso fazer "como se". Pois o caminho da luta me leva a redescobrir a carne. Mesmo humilhada, a carne é a minha única certeza. Só posso viver dela. A criatura é a minha pátria.

Acaba sempre chegando um tempo em que é preciso escolher entre a contemplação e a ação. Chama-se isso tornar-se um homem. Essas dilacerações são terríveis. Mas, para um coração orgulhoso, não pode haver meio termo. Há Deus ou o tempo, essa cruz ou essa espada. Esse mundo tem um sentido mais alto, que ultrapassa as suas agitações, ou não há nada verdadeiro a não ser essas agitações. É necessário viver com o tempo e morrer com ele ou se subtrair a ele para uma vida maior. Sei que se pode transigir e que se pode viver no século acreditando no eterno. Isso se chama aceitar. Mas essa palavra me repugna, e eu quero tudo ou nada. Se escolho a ação, não pense que a contemplação me seja como uma terra desconhecida. Mas ela não pode me dar tudo e, privado do eterno, quero me aliar ao tempo. Não quero fazer constar na minha conta nem saudade nem amargura: só quero é ver com clareza. É como lhe digo: amanhã você será mobilizado. Para você e para mim, isso é uma libertação. O indivíduo não pode nada e, no entanto, pode tudo. Nessa maravilhosa disponibilidade você compreende por que o exalto e o esmago ao mesmo tempo. E o mundo que o tritura e sou eu que o liberto. Eu lhe forneço todos os seu direitos.

Friday, May 9, 2014

"
Furthermore, the younger members of our society have for some timebeen in growing rebellion against paternal authority and the paternalstate. For one reason, the home in an industrial society is chiefly adormitory, and the father does not work there, with the result that wifeand children have no part in his vocation. He is just a character whobrings in money, and after working hours he is supposed to forget abouthis job and have fun. Novels, magazines, television, and popularcartoons therefore portray "Dad" as an incompetent clown. And theimage has some truth in it because Dad has fallen for the hoax that workis simply something you do to make money, and with money you canget anything you want.

Alan watts 


The taboo of knowing who you are

Dasein

Dasein (German pronunciation: [ˈdaːzaɪn]) is a German word which means "being there" or "presence" (German: da "there"; sein "being") often translated in English with the word "existence".

 It is a fundamental concept in the existential philosophy of Martin Heidegger particularly in his magnum opus Being and Time. Heidegger uses the expression Dasein to refer to the experience of beingthat is peculiar to human beings. 

Thus it is a form of being that is aware of and must confront such issues as personhood, mortality and the dilemma or paradox of living in relationship with other humans while being ultimately alone with oneself.

What if we have too much of capital, and what would happen if we had less?


Right now, 20 percent of capital in the world's two biggest economies may well be sitting idle.
That's a lot of stuff -- with a global capital stock of close to $200 trillion just in regular financial markets. As the economy changes to produce different goods and services with new technologies, the composition of the capital in use changes as well.
Some capital might be obsolete, just like workers with skills that are no longer needed.
.
Central banks have been pouring money into the markets, in the hope that lenders would open their wallets, companies would make new investments, and more workers would get new jobs. Yet even in boom times, the capital stock is apparently overgrown; the utilization rate in the United States hasn't hit 81 percent in the industries followed by the Federal Reserve since the third quarter of 2000.
When interest rates fall, capital becomes cheaper for reasons completely unrelated to the productive capacity of the capital itself – lower opportunity costs for capital allocation
Corporate bosses may buy capital just to use up the cash flow inside their firms. Even if they have no profitable opportunities to increase production, they may prefer speculative purchases of capital to returning the cash to investors via dividends.
Even when the companies have no profitable investments, they have ways of paying the investors a return; they can dilute the return to existing investors or cut into workers' share of revenue. An excess of capital is the result.
Until recently, Japan was locked in a high-saving, low-spending, deflationary doldrums. Some of the reasons for high saving rates were likely demographic.
George W. Bush's tax cuts were directed at increasing the return on saving, expanding the capital stock, and spurring a higher level of capital-based innovation. In an economy that's growing at a healthier pace, raising taxes on wealth might do the trick. Such taxes might speed economic growth by helping to allocate opportunities more efficiently.
Economists should verify whether the capital stock is indeed too large. Why is so much capital sitting unused?  Are the Fed and its counterparts around the world measuring the right thing? Once we know the answers to these questions, we'll be able to confront what could be an enormous and yet broadly ignored inefficiency in the global economy.